sexta-feira, 18 de março de 2011

Approximation Ideal List

Não passava das oito da manhã quando Weaver passava pela porta de sua casa. Reclamou umas duas ou três vezes pela falta de eficiência do serviçal, que deixara a porta da sua casa infestada daquele gelo maldito, que teimava em obstruir a sua passagem. Weaver era uma pessoa que não estava sujeita a julgamentos. Era limpinha, quieta e quase nunca perturbava ninguém da vizinhança com os seus ínfimos problemas; Diferentemente da sua vizinha, que vivia a se queixar da sexualidade do sobrinho da sua irmã que se mudou a poucos para a sua casa. Weaver, sempre esboçava um sorriso cordialmente falso quando falava com a velha preconceituosa. Afinal, os problemas dos outro, nem de longe era um problema dela. Resmungou duas ou três vezes com a dificuldade que teve para tirar o carro da garagem. A pobre geração do serviçal sofreu todas as injúrias que a boca seca de Weaver conseguiu pronunciar.

Quando enfim chegou a trabalho estacionou o carro em uma das vagas preferências foi direto à sua sala. Lembrou-se de sorrir brevemente para o segurança, que estava na portaria e de pedir, urgentemente, uma boa dose de café bem quente; aquela estagiaria novata que, realmente, não servia para nada. A pobre diaba teria sorte se conseguisse, ali, um emprego de assistente administrativo. Hoje, em especial, ela não queria ser perturbada; sabia que seu dia ia ser extremamente longo. Weaver não queria ser perturbada. Respirou fundo e tirou aquele casaco que aquecia o seu corpo; ali não era necessário usar nada disso; o aquecedor fazia todo o trabalho. Encostou a sua bengala na mesa, o eventual lugar onde ficava, e sentou-se; suas mãos ossudas foram diretamente a gaveta daquela mesa imensa e vitoriana que tomava quase metade da sua sala. Puxou um envelope pardo com a insígnia da agência e tirou alguns papais que jaziam ali dentro.

Seus olhos azuis cintilantes percorreram todos aqueles papeis, e nada viam. Colocou a mão no bolso da jaqueta e retirou os óculos que ali estavam. Amaldiçoou a si mesma por estar tão envelhecida, e começou a examinar, minuciosamente, todos aqueles papeis que, agora, estavam sob a sua mesa. Meneou a cabeça negativamente quando notara que nenhuma daquelas fichas a agradava. Aos seus olhos pareciam um bando de inúteis tentando se dar bem as custas do governo. Amaldiçoou a juventude por ser tão mesquinha e egoísta a ponto de não medir as conseqüências de um ato tão impiedoso. Três batidas... Três batidas seguidas da pronuncia do seu primeiro nome. Seus olhos, viraram imediatamente para a porta de madeira maciça que estava a sua frente; nem ao menos teve tempo de perguntar quem era. Logo viu que se tratava de Robert, um antigo amigo. Robert era careca e baixinho; um tipo de homem que Weaver, certamente, não via atrativo algum.

Mas, o que realmente piorava o seu visual era a barba que ele teimava em usar. Robert era muito mais velho que Weaver; pelo menos era o que a sua aparência identificava. Weaver repudiava a barba de Robert pelo simples fato de ela ser divida em duas cores; Ruivo, pela herança Irlandesa e branca, por parte de velhice. – Hoje é o grande dia, não é verdade Kate!? – disse enquanto levava a sua imensa careca a presença de Weaver, que apenas abanou a cabeça positivamente. Robert era o único ser que se atrevia a usar o primeiro nome de Weaver; e isso era porque ele achava que os dois eram amigos. Kate apenas não negava.Eu tenho uma coisa pra você. – disse ele se aproximando da mesa e deixando um envelope, também pardo, na mesa de Weaver. Pelo que ela entendia de Robert sabia que ele não iria embora enquanto ela não pegasse aquilo. – Significa algo especial? – perguntou enquanto dava atenção as duas folhas de papel oficio, A4, que se encontravam dentro do envelope.

Certamente! – disse o careca repulsivo sentando-se em cima da mesa de Weaver. – Você não vai encontrar nada melhor. – Weaver olhou por cima dos óculos e encarou a careca do homem que estava a sua frente; que estava exibindo um sorriso inexplicável, diga-se de passagem. – Você perdeu o juízo Robert? – disse enquanto repousava, desinteressada as duas folhas em cima da mesa; junta aquela papelada que ela nunca pretendia ler. – A última coisa que eu quero é gente atrapalhando a minha vida. – Voltou à atenção aos outros papeis que já estavam, outrora, em suas mãos. – Que, aliás, eu tenho até demais. – Olhou de soslaio para Robert, que, seguramente, entendeu a mensagem. Ela havia pensado que depois dessa o homem sairia de uma vez por todas da sua sala, mas, parecia que ela estava enganada. – Mais teimosa que você não há. – disse o homem enquanto colocava a mão dentro do sobretudo marrom que estava usando. – Dê uma olhada nesses arquivos. Tenho certeza que mudara de idéia.

Weaver indignou-se com a prepotência do parceiro que ainda estava ali, exibindo aquele sorriso feio e amarelado que ela tinha. Estendeu a mão e pegou o pequeno Pen Drive das mãos dele e colocou em cima de sua mesa. Depois disso Robert saiu de dentro da sala dela e ela estava livre, mais uma vez, para ler os seus arquivos. Enquanto lia, foi acometida pelo intimo desejo de conferir o que tinha dentro do Pen Drive. Apressou-se a colocá-lo no seu LapTop; Começou a ver todo aquele material que, certamente, a tinham deixado bestificada... Com tudo isso ela sentiu-se na obrigação de fazer uma pequena constatação que nunca esperava fazer na vida. – E não é que aquele filho de uma puta está certo. – Com isso guardou todos os arquivos que estava estudando; a missão agora era outra.    

Um comentário:

  1. eu já elogiei as porra que você escreve até demais, então, dessa vez, abster-me-ei de fazê-lo. Mas tem uma coisa que eu não posso deixar passar: monstruosamente interessante. E agora, eu e os mortais teremos de ficar esperando pela segunda parte... u_ú

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