quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Canduras

Amiga minha,
Como poderia eu, formiga desprezível e infeliz, esperar
Que responderia de tal forma a todos os doces e canduras que te fiz?

Eu esperava venturas e desventuras de uma mulher apaixonada
Mas, tudo o que vi foi um viés de uma adolescente mimada!

Querias eu que abrisse os seus lábios
E dissesse, assim, como fazes com as doces doçuras que eu te presenteei:
“Comei-me; pois tens um bom gosto”
E fartar-me-ia com as suas guloseimas
Assim como você se fartou com as minhas!

E, finalizando o meu recado,
Perdão, se aos seus olhos eu lhe pareço um glutão
Mas, dai-me mais um pouco desse doce e estarei farto...

E daí pode deitar-te e descançar-te;
E, mais logo, te pedirei outro bocado!

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